![]() | ||||
| http://mnu.blogspot.com.br/ |
terça-feira, 18 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
ORI ORIXA, A NOVA COLEÇÃO DE BRASIL COM ARTES
Para
as religiões tradicionais africanas, a cabeça, chamada de Ori,
representa o corpo todo juntamente com tudo que pode ser representado no
aiyê, mundo. Nos terreiros de candomblé, Olori, literalmente, senhor(a)
do Ori, recebe culto especial. Diz-se que a cabeça é adorada antes
mesmo do culto aos orixás. O culto à cabeça é o culto aos antepassados,
nossos pais e mães, homens
e mulheres que nos antecederam no mundo e hoje estão presentes através
de sua descendência. De culto discreto e poucas inovações, as cerimônias
dedicadas à cabeça de cada pessoa de forma individual é mantida ainda
hoje em alguns terreiros de candomblé onde nota-se visivelmente a
influência islâmica. Ori mo fe re é a saudação à Olori. Este
também é o nome da coleção que Brasil com Artes através do artista
plástico Rodrigo Siqueira acaba de introduzir no mercado. Trata-se da
cabeça dos orixás, trabalho influenciado por traços de principes,
rainhas, reis, artistas, musicos, sacerdotes e sacertotizas africanos.
Misturado a isso, o bom gosto e requinte, principais caracteristica de
seus trabalhos. Vale apena conferir.
CONFIRA ALGUMAS PEÇAS DA COLEÇÃO ORI ORIXÁ
A nova coleção sugerida por Rodrigo Siqueira,Ori Orixá,
é inspirada nos ancestrais africanos. Assim, imagens desses orixás
ganham requinte e forma através de uma proposta que realça o belo das
culturas tradicioniais e ao mesmo tempo o o enriquece através de traços
barrocos.
Quando voce achar que tudo acabou...Seu Orixá só esta começando.
Quando achar que tudo se perdeu...Ele traz de volta.
Quando voce achar que é impossível..Seu Orixá os torna possível.
Quando achar que é incapaz...Seu Orixá capacita
Quando as portas se fecharem.Seu Orixá está abrindo outra.
Quando as lágrimas teimarem em cair..Seu Orixá as secarão
Quando tudo parecer contrário.Seu Orixá esta dando nova direção
Quando voce se sentir fraco. Seu Orixá renova .
Quando voce se sentir desanimado...Seu Orixá lhe da forças.
Quando estiver na solidão...Seu Orixá lhe diz estou contigo...
Quando sentir medo...Não tema
Quando se sentir desamparado...Seu Orixá lhe carrega no colo
Ele diz...Voce é o meu filho amado..
Eu o chamei, lhe escolhi...estarei com voce todos os dias da sua vida....
E lembre sempre que TE AMO..
A lei 10.639 não chegou à saúde, denuncia pesquisador
Redação, Correio Nagô - A lei 10.639/03, que estabelece o ensino da
história da África e da cultura afro-brasileira na educação completa dez
anos de sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com
poucos avanços no despertar do interesse da sociedade para as relações
étnico-raciais. Uma das áreas não impactadas pela lei é o campo da
saúde, como adverte do professor Luis Eduardo Batista, pesquisador do
Instituto de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde da São Paulo e
coordenador do eixo Saúde da Associação Brasileira de Pesquisadores
Negros / ABPN.
“A lei estabelece a discussão dos temas étnico-raciais em toda
educação brasileira. É preciso incluir esse debate na formação
permanente dos profissionais de saúde, em cursos como medicina,
enfermagem, nutrição, enfim, todos. A lei 10.639 não chegou à saúde”,
denuncia Batista. Para o pesquisador, a ausência do tema na formação
repercute negativamente na atuação dos profissionais e dos gestores, não
capacitados para entender a importância deste aspecto na elaboração das
políticas públicas. “Ainda há muita dificuldade da gestão do SUS
reconhecer o racismo como agravante da vulnerabilidade da saúde, pois os
gestores ainda pensam em políticas universais. Não pensam no
aprimoramento de temas específicos como a saúde do negro, do idoso, da
criança, da pessoa com deficiência etc”.
A Doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, Maria Inês
Barbosa, que junto com Batista, integra o grupo de precursores nas
pesquisas sobre saúde da população negra no Brasil, reforça a
importância da efetivação da lei 10.639/03 na formação em saúde. “A Lei
não exclui nenhuma disciplina. Após dez anos, era para termos um
contingente de profissionais melhores formados, com outro olhar para a
saúde. Mas a verdade é que não temos conseguido garantir a efetivação
nem nas áreas em que todos entendem que diz mais respeito, como as
ciências sociais. É uma tarefa árdua e prioritária”, avalia.

Texto: André Santana
Foto: Divulgação
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
1º Lugar UFMG/ Química cota p/ negros e pardos; aluno do CEFET- MG
Estudante que teve a maior nota no Enem da Região Sudeste vai estudar na Espanha
Junia Oliveira -
Publicação: 09/02/2013 00:12 Atualização: 09/02/2013 06:13
A história de um menino pobre, morador da Região Metropolitana de BH, que enfrentou todas as barreiras para estudar e agora está de viagem marcada para uma das universidades mais reconhecidas da Europa, é a prova de como, com esforço e vontade, oportunidade é a pessoa quem faz. O jovem William Teixeira Miranda, de 19 anos, teve a maior nota da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre os estudantes da Região Sudeste. Pelo feito, ganhou uma bolsa para estudar na Universidade de Salamanca, na Espanha. Aluno do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), ele agora só pensa em concluir projetos de pesquisa, antes de dar o grande salto em sua vida.
http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/2013/02/09/internas_educacao,349565/estudante-que-teve-a-maior-nota-no-enem-da-regiao-sudeste-vai-estudar-na-espanha.shtml
Junia Oliveira -
Publicação: 09/02/2013 00:12 Atualização: 09/02/2013 06:13
A história de um menino pobre, morador da Região Metropolitana de BH, que enfrentou todas as barreiras para estudar e agora está de viagem marcada para uma das universidades mais reconhecidas da Europa, é a prova de como, com esforço e vontade, oportunidade é a pessoa quem faz. O jovem William Teixeira Miranda, de 19 anos, teve a maior nota da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre os estudantes da Região Sudeste. Pelo feito, ganhou uma bolsa para estudar na Universidade de Salamanca, na Espanha. Aluno do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), ele agora só pensa em concluir projetos de pesquisa, antes de dar o grande salto em sua vida.
http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/2013/02/09/internas_educacao,349565/estudante-que-teve-a-maior-nota-no-enem-da-regiao-sudeste-vai-estudar-na-espanha.shtml
10 anos da lei 10.639/03
Ufes prepara evento para comemorar 10 anos da lei 10.639/03
por Renan Chagas (*)
Nesta segunda-feira (28) a Ufes sediou a primeira reunião preparatória para o VI Seminário Nacional de Educação de Relações Étnico-Raciais. O evento, previsto para ocorrer no mês de novembro, comemora os 10 anos da lei 10.639/03, que prevê a obrigatoriedade do ensino da cultura e história afro-brasileiras em todas as escolas do país.
Na reunião, estiveram presentes a vice-reitora e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) Maria Aparecida Santos Corrêa Barreto, a representante da Subsecretaria de Movimentos Sociais Leonor Araújo, o professor do Departamento de Ciências Sociais da Ufes Osvaldo Martins Oliveira, o secretário de Cultura da Universidade, Orlando Lopes e a subcoordenadora do Neab e presidente da Comissão de Avaliação do Sistema de Reserva de Vagas Cleyde Amorin.
Em sua sexta edição, o evento nacional contará com a participação do Neab, de setores da Ufes, do Governo do Estado do Espírito Santo e da Subsecretaria de Movimentos Sociais.
Lei 10.639/03
Aprovada em janeiro de 2003, a lei 10.639/03 prevê a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira em todas as escolas brasileiras, públicas e particulares, do Ensino Fundamental até o Ensino Médio. A lei inclui, também, o dia da Consciência Negra no calendário escolar.
Neab
O Neab é um núcleo acadêmico dedicado à realização de projetos e ações de ensino, pesquisa e extensão referentes às questões da população afrodescendente. Ele existe desde 1998 e tem o objetivo de produzir e compartilhar conhecimentos referentes à África e africanidades no Brasil, promovendo o respeito para com a diferença.
(*) Bolsista de projeto de Comunicação, supervisionado por Ana Paula Vieira.
Nesta segunda-feira (28) a Ufes sediou a primeira reunião preparatória para o VI Seminário Nacional de Educação de Relações Étnico-Raciais. O evento, previsto para ocorrer no mês de novembro, comemora os 10 anos da lei 10.639/03, que prevê a obrigatoriedade do ensino da cultura e história afro-brasileiras em todas as escolas do país.
Na reunião, estiveram presentes a vice-reitora e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) Maria Aparecida Santos Corrêa Barreto, a representante da Subsecretaria de Movimentos Sociais Leonor Araújo, o professor do Departamento de Ciências Sociais da Ufes Osvaldo Martins Oliveira, o secretário de Cultura da Universidade, Orlando Lopes e a subcoordenadora do Neab e presidente da Comissão de Avaliação do Sistema de Reserva de Vagas Cleyde Amorin.
Em sua sexta edição, o evento nacional contará com a participação do Neab, de setores da Ufes, do Governo do Estado do Espírito Santo e da Subsecretaria de Movimentos Sociais.
Lei 10.639/03
Aprovada em janeiro de 2003, a lei 10.639/03 prevê a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira em todas as escolas brasileiras, públicas e particulares, do Ensino Fundamental até o Ensino Médio. A lei inclui, também, o dia da Consciência Negra no calendário escolar.
Neab
O Neab é um núcleo acadêmico dedicado à realização de projetos e ações de ensino, pesquisa e extensão referentes às questões da população afrodescendente. Ele existe desde 1998 e tem o objetivo de produzir e compartilhar conhecimentos referentes à África e africanidades no Brasil, promovendo o respeito para com a diferença.
(*) Bolsista de projeto de Comunicação, supervisionado por Ana Paula Vieira.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Terra deu, terra come.
Terra deu terra come
No filme, Pedro de Almeida, garimpeiro de 81 anos de idade, comanda como mestre de cerimônias o velório, o cortejo fúnebre e o enterro de João Batista, que morreu com 120 anos. O ritual sucede-se no quilombo Quartel do Indaiá, distrito de Diamantina, Minas Gerais.
Rodrigo Siqueiro (2010)
https://www.youtube.com/watch?v=HP4lxu404vg
Amílcar Cabral, líder africano
No 40º aniversário da morte do “pai” das
independências da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, devemos considerar Amílcar Cabral como importante líder africano e mundial.
Amílcar Cabral lutou pela libertação das ex-colónias portuguesas em África, através da produção literária, dos movimentos de contestação, das greves e da desobediência civil, das organizações sócio-culturais e da ação clandestina.
(adaptado)Amílcar Cabral lutou pela libertação das ex-colónias portuguesas em África, através da produção literária, dos movimentos de contestação, das greves e da desobediência civil, das organizações sócio-culturais e da ação clandestina.
Mais sobre Amilcar Cabral
Fonte: Jornal da AngolaReligiões africanas são principal alvo da intolerância religiosa no Brasil
/http://www.cartacapital.com.br/sociedade/religioes-africanas-sao-principal-alvo-da-intolerancia-religiosa-no-brasil/
O número de denúncias referentes à intolerância religiosa no Brasil, feitas pelo Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, aumentou de 15 em 2011 para 109 em 2012. Os principais alvos de discriminação são as religiões de origem africana, como candomblé e umbanda
O número de denúncias referentes à intolerância religiosa no Brasil, feitas pelo Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, aumentou de 15 em 2011 para 109 em 2012. Os principais alvos de discriminação são as religiões de origem africana, como candomblé e umbanda
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Quilombos e o direito à terra
A Constituição de 1988 opera uma inversão de valores em comparação com a legislação colonial, uma vez que a categoria legal por meio da qual se classificava quilombo como um crime passou a ser considerada como categoria de autodefinição, voltada para reparar danos e acessar direitos. A partir do artigo 68 da CF e das legislações correlatas [artigos 215 e 216 da CF; Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT); Decreto 4.887,de 2003; e Decreto 6.040,de 2007] a conceituação das comunidades quilombolas supera a identificação desses grupos sociais por meio de características morfológicas.Tais grupos, portanto, não podem ser identificados pela permanência no tempo de seus signos culturais ou por resquícios que venham a comprovar sua ligação com formas anteriores de existência.
Argumentações teóricas que caminhem nesse sentido implicam numa tentativa de fixação e enrijecimento da caracterização desses grupos. Conceber as comunidades quilombolas a partir dessa perspectiva tem levantado ponderações sobre as manipulações que podem ser empreendidas pelos próprios sujeitos sociais pertencentes a essa identidade étnica.Isto é base, inclusive,para a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) impetrada pelo Partido Democratas (DEM) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Decreto 4.887, que regulamenta a titulação de terras de quilombos e se constitui na perspectiva da autodeclaração da comunidade.
Os interesses contrários aos direitos quilombolas contestam, principalmente, o direito aos territórios das comunidades que, uma vez tituladas, se tornam inalienáveis e coletivas.As terras das comunidades quilombolas cumprem sua função social precípua, dado que sua organização se baseia no uso dos recursos territoriais para a manutenção social, cultural e física do grupo, fora da dimensão comercial. São territórios que contrariam interesses imobiliários, de instituições financeiras, grandes empresas, latifundiários e especuladores de terras. Os conflitos fundiários hoje existentes em comunidades quilombolas envolvem, na maior parte das vezes, esses atores.
O novo marco jurídico da Constituição de 1988 é determinante também para o estabelecimento e a organização do movimento quilombola, em nível nacional, que, a partir da construção de sua identidade étnica, reivindica o seu direito à terra. São poucas as comunidades que alcançaram esse direito.Das 3.554 comunidades quilombolas identificadas pelo governo federal (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, 2006), pouco mais de 100 possuem o título, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
As dificuldades existentes para efetivar a titulação das terras das comunidades quilombolas refletem a frágil capacidade administrativa da máquina estatal. Todavia, há disputas que superam as limitações administrativas e orçamentárias. São obstáculos explícitos ou não que ajudam a reter o reconhecimento de direitos étnicos pela propriedade definitiva das terras das comunidades quilombolas.Atualmente, a principal luta dos quilombolas se volta para a implementação de seus direitos territoriais. A noção de terra coletiva coloca em crise o modelo de sociedade baseado na propriedade privada como única forma de acesso à terra, instituído desde a Lei das Terras, de 1850. Os novos marcos jurídicos sinalizam para a necessidade de reestruturação, pelo Estado, da lógica agrária a partir do reconhecimento de seu caráter pluriétnico.
Bárbara Oliveira Souza
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)










