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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Dica cultural
Hoje daremos uma dica cultural para as crianças e jovens leopoldinenses. É a
Estante Vitalino Duarte (nome dado em homenagem a uma das mais importantes
figuras da cultura popular desta cidade), onde poderão deliciar-se com a
leitura de livros de contos, histórias, fábulas e lendas trazidas pelos
escravos africanos e reproduzidas por importantes escritores. Além de
conferirem as exposições de fotografias "Angola limitada" e "O
meio do mundo". Desta maneira seremos induzidos a começar perceber a
presença e participação do negro na formação sócio, política, econômica e
cultural da cidade, que é o primeiro estágio do PROJETO MEMÓRIA E PATRIMÔNIO:
LEOPOLDINA-MG.
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segunda-feira, 2 de julho de 2012
Projeto Casa de Leitura Lya Botelho Leopoldina MG
A Capoeira é, sem dúvida, um dos mais populares exemplos da riqueza cultural africana e sua presença no Brasil, e em mais de 150 países, é um importante legado do povo daquele continente. Em nosso país, sua música, seu ritmo, sua ginga, seus movimentos encontraram terreno fértil e fincaram raízes, influenciando as características culturais mestiças do nosso povo.
Com o apoio da Fundação Ormeo Junqueira Botelho e o patrocínio da ENERGISA, a Casa de Leitura Lya Botelho uma vez mais disponibiliza à população de Leopoldina-MG a oportunidade da prática de uma atividade que concilia o lúdico e o seu aspecto cultural.
sábado, 30 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
A HISTORIA NEGRA DO TANGO - O tango nasceu num bairro de descendentes de escravos africanos na Argentina
por Rucangola Ruca, domingo, 17 de Junho de 2012 às 09:21 ·
Exposição em Buenos Aires revela a "história negra" do tango
ELENA ARSUAGA
"Apesar de sempre existir esse rumor sobre a presença negra no tango, esse assunto nunca foi bem estudado e compreendido", explica à Agência Efe Círio, promotor da exposição "Historia Negra Del Tango", que acaba de ser inaugurada em Buenos Aires.
O antropólogo decidiu entrar em contato com a comunidade argentina de ascendência africana para saldar essa "dívida histórica e social com um dos grupos fundadores do país".
Sob o lema que "tudo tem sua história negra, mas desta vez estamos orgulhosos", o antropólogo organizou uma mostra composta por mais de uma centena de peças que pretendem provar este pioneiro enfoque sobre uma realidade que havia sido vagamente tratada na academia e sempre a partir de uma perspectiva branca, lembra Círio.
Partituras, discos e fotografias originais de época e em sua maior parte inéditas cedidas para a ocasião formam o percurso feito nas últimas décadas do século 19 e analisa o candombe, "a música e o baile distintivos e emblemáticos desta comunidade", e a música de carnaval, que para Círio desenham o contexto no qual nasceu o tango.
A exposição aprofunda na presença de afroargentinos nos diferentes períodos do tango como gênero, a partir da figura de Rosendo Mendizabal, "um marco indiscutível" nas origens do tango, opina o especialista.
"Joia"A maior "joia" da mostra, instalada no museu Casa Carlos Gardel, é uma partitura original de 1897 de "El Entrerriano", uma das mais importantes composições de Mendizabal, cuja publicação marcou para Círio a origem da "Guardia Vieja" como período estilístico do tango.
A exposição destaca também as figuras do compositor e músico Ruperto Leopoldo Thompson, quem introduziu o chamado estilo "canyengue", e do pianista e compositor Horacio Salgán, cujo tango "A fuego brando" foi "o germe de todo o movimento estético de Astor Piazzolla e sua escola", assegura o antropólogo.
Outro dos compositores destacados na mostra é Enrique Maciel, cuja valsa "La pulpera de Santa Lúcia", de 1929, é de acordo com Círio "o hino, a obra emblemática das valsas crioulas".
"Desde a origem do tango até o presente sempre houve músicos, compositores e dançarinos negros", explica à Efe Horacio Torres, diretor do museu, quem lembra que dois dos seis guitarristas de Gardel eram afroargentinos.
Completam a mostra partituras e discos de compositores brancos como Sebastián Piana e músicos como Alberto Castillo, que tratam a partir de diferentes perspectivas a temática da negritude.
"LA HISTORIA NEGRA DEL TANGO"Onde: Museu Casa Carlos Gardel (Jean Jaurés, 735, Abasto, Buenos Aires, Argentina)
Desenho de casal de negros dançando tango. Publicado no periódico "La Ilustración Argentina", de Buenos Aires, em 1882
Foto feita em Buenos Aires (1920) de um compadrito, figura típica dos cabarés portenhos
O tango nasceu num bairro de descendentes de escravos africanos na Argentina
O tango nasceu num bairro de descendentes de escravos africanos na Argentina
Gabino Ezeiza , um dos representantes do Tango Afro Argentino
Show de 2009 em Buenos Aires realizado pelo grupo argentino de candombe Bakongo
Candombe - Tango Negro
Discografia
- Pianista , compositor e pintor , Juan Carlos Caceres depois de uma
longa carreira pelo Mundo ,20 albuns , consagra uma parte de seu tempo a
pesquisar sobre as origens Negras do Tango .
Discografia - Tango Negro Trio - 2011
Discografia - Tango Negro do musico argentino Athos Bassissi
Discografia - TANGO NEGRO - Best Of Tango Argentino , Candombes , Danza y Movimiento
ELENA ARSUAGA
"Apesar de sempre existir esse rumor sobre a presença negra no tango, esse assunto nunca foi bem estudado e compreendido", explica à Agência Efe Círio, promotor da exposição "Historia Negra Del Tango", que acaba de ser inaugurada em Buenos Aires.
O antropólogo decidiu entrar em contato com a comunidade argentina de ascendência africana para saldar essa "dívida histórica e social com um dos grupos fundadores do país".
Sob o lema que "tudo tem sua história negra, mas desta vez estamos orgulhosos", o antropólogo organizou uma mostra composta por mais de uma centena de peças que pretendem provar este pioneiro enfoque sobre uma realidade que havia sido vagamente tratada na academia e sempre a partir de uma perspectiva branca, lembra Círio.
Partituras, discos e fotografias originais de época e em sua maior parte inéditas cedidas para a ocasião formam o percurso feito nas últimas décadas do século 19 e analisa o candombe, "a música e o baile distintivos e emblemáticos desta comunidade", e a música de carnaval, que para Círio desenham o contexto no qual nasceu o tango.
A exposição aprofunda na presença de afroargentinos nos diferentes períodos do tango como gênero, a partir da figura de Rosendo Mendizabal, "um marco indiscutível" nas origens do tango, opina o especialista.
"Joia"A maior "joia" da mostra, instalada no museu Casa Carlos Gardel, é uma partitura original de 1897 de "El Entrerriano", uma das mais importantes composições de Mendizabal, cuja publicação marcou para Círio a origem da "Guardia Vieja" como período estilístico do tango.
A exposição destaca também as figuras do compositor e músico Ruperto Leopoldo Thompson, quem introduziu o chamado estilo "canyengue", e do pianista e compositor Horacio Salgán, cujo tango "A fuego brando" foi "o germe de todo o movimento estético de Astor Piazzolla e sua escola", assegura o antropólogo.
Outro dos compositores destacados na mostra é Enrique Maciel, cuja valsa "La pulpera de Santa Lúcia", de 1929, é de acordo com Círio "o hino, a obra emblemática das valsas crioulas".
"Desde a origem do tango até o presente sempre houve músicos, compositores e dançarinos negros", explica à Efe Horacio Torres, diretor do museu, quem lembra que dois dos seis guitarristas de Gardel eram afroargentinos.
Completam a mostra partituras e discos de compositores brancos como Sebastián Piana e músicos como Alberto Castillo, que tratam a partir de diferentes perspectivas a temática da negritude.
"LA HISTORIA NEGRA DEL TANGO"Onde: Museu Casa Carlos Gardel (Jean Jaurés, 735, Abasto, Buenos Aires, Argentina)
domingo, 10 de junho de 2012
Identidade da Cor: o Negro e sua importância na formação de Leopoldina: Racismo e Ideologias Políticas nas Histórias em Qu...
Identidade da Cor: o Negro e sua importância na formação de Leopoldina: Racismo e Ideologias Políticas nas Histórias em Qu...: As tirinhas e as revistas em quadrinhos, como qualquer forma de arte, são um produto da geração que as criou. Em alguns casos, é bom ver...
sábado, 9 de junho de 2012
Um ano sem Abdias Nascimento (1914-2011)
ABDIAS NASCIMENTO: ator, diretor, dramaturgo, artista plástico, poeta e grande militante das lutas do movimento negro no Brasil
Documentário TV Câmara :
chttp://www.youtube.com/watch?v=tEf_02cQefc
Autobiografia: poema de Abdias Nascimento
Documentário TV Câmara :
chttp://www.youtube.com/watch?v=tEf_02cQefc
Autobiografia: poema de Abdias Nascimento
EITO que ressoa no meu sangue
sangue do meu bisavô pinga de tua foice
foice da tua violação
ainda corta o grito de minha avó
LEITO de sangue negro
emudecido no espanto
clamor de tragédia não esquecida
crime não punido nem perdoado
queimam minhas entranhas
PEITO pesado ao peso da madrugada de chumbo
orvalho de fel amargo
orvalhando os passos de minha mãe
na oferta compulsória do seu peito
PLEITO perdido
nos desvãos de um mundo estrangeiro
libra... escudo... dólar... mil-réis
Franca adormecida às serenatas de meu pai
sob cujo céu minha esperança teceu
minha adolescência feneceu
e minha revolta cresceu
CONCEITO amadurecido e assumido
emancipado coração ao vento
não é o mesmo crescer lento
que ascende das raízes
ao fruto violento
PRECONCEITO esmagado no feito
destruído no conceito
eito ardente desfeito
ao leite do amor perfeito
sem pleito
eleito ao peito
da teimosa esperança
em que me deito
por Abdias do Nascimento
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Cotas Raciais: entrevista com o antropólogo Jaime Amparo Alves
7 de Junho de 2012 - 9h53
Racismo faz surgir identidade explosiva, forjada em dor e raiva
Para o doutor em Antropologia Jaime Amparo Alves, irônica e
paradoxalmente, o sofrimento social negro traz consigo as sementes
revolucionárias porque não resta outra opção a não ser resistir enquanto
grupo organizado.
No início de maio, pelo menos 40
organizações populares se reuniram na cidade de São Paulo para lançar a
Frente Pró-Cotas Raciais. O encontro ocorreu duas semanas após o Supremo
Tribunal Federal (STF) declarar a constitucionalidade da reserva de
vagas para negros em instituições públicas de ensino superior.
A mobilização se deu quando os reitores das três universidades estaduais paulistas (USP, UNESP e Unicamp) anunciaram que a decisão do STF não provocará nenhuma alteração em seus processos seletivos. O primeiro ato político da Frente foi a realização de uma Aula Pública, na semana da Abolição, no interior da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.
Anteriormente, muitas dessas organizações formaram o Comitê contra o Genocídio da Juventude Negra, para denunciar a violência policial e a ausência de políticas públicas voltadas para essa parcela da população.
Em entrevista à Radioagência NP, Jaime Amparo Alves, doutor em Antropologia e Pesquisador do Departamento de Estudos Africanos e Afro-Americanos da Universidade do Texas (EUA), interpreta as recentes mobilizações como um indicativo de que é possível uma reaproximação das entidades do movimento negro, fragmentado com a aprovação de um Estatuto da Igualdade Racial “esvaziado”.
“A esquerda brasileira é esquizofrênica ao esperar que se resolva o problema de classe para que um dia a questão racial seja, enfim, posta na mesa de debates”, analisa o antropólogo. “Eu descobri isso quando vi minha mãe envelhecendo na cozinha dos companheiros revolucionários”. Entre outras análises, ele vê São Paulo como “uma necrópolis que ambienta nas relações sociais e nas políticas governamentais as práticas genocidas antinegro”.
LEIA MAIS EM: Racismo faz surgir identidade explosiva, forjada em dor e raiva
Racismo faz surgir identidade explosiva, forjada em dor e raiva
Para o doutor em Antropologia Jaime Amparo Alves, irônica e
paradoxalmente, o sofrimento social negro traz consigo as sementes
revolucionárias porque não resta outra opção a não ser resistir enquanto
grupo organizado.
Por Jorge Américo, para a Radioagência NP
No início de maio, pelo menos 40
organizações populares se reuniram na cidade de São Paulo para lançar a
Frente Pró-Cotas Raciais. O encontro ocorreu duas semanas após o Supremo
Tribunal Federal (STF) declarar a constitucionalidade da reserva de
vagas para negros em instituições públicas de ensino superior.A mobilização se deu quando os reitores das três universidades estaduais paulistas (USP, UNESP e Unicamp) anunciaram que a decisão do STF não provocará nenhuma alteração em seus processos seletivos. O primeiro ato político da Frente foi a realização de uma Aula Pública, na semana da Abolição, no interior da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.
Anteriormente, muitas dessas organizações formaram o Comitê contra o Genocídio da Juventude Negra, para denunciar a violência policial e a ausência de políticas públicas voltadas para essa parcela da população.
Em entrevista à Radioagência NP, Jaime Amparo Alves, doutor em Antropologia e Pesquisador do Departamento de Estudos Africanos e Afro-Americanos da Universidade do Texas (EUA), interpreta as recentes mobilizações como um indicativo de que é possível uma reaproximação das entidades do movimento negro, fragmentado com a aprovação de um Estatuto da Igualdade Racial “esvaziado”.
“A esquerda brasileira é esquizofrênica ao esperar que se resolva o problema de classe para que um dia a questão racial seja, enfim, posta na mesa de debates”, analisa o antropólogo. “Eu descobri isso quando vi minha mãe envelhecendo na cozinha dos companheiros revolucionários”. Entre outras análises, ele vê São Paulo como “uma necrópolis que ambienta nas relações sociais e nas políticas governamentais as práticas genocidas antinegro”.
LEIA MAIS EM: Racismo faz surgir identidade explosiva, forjada em dor e raiva
domingo, 3 de junho de 2012
Quilombos urbanos
http://www.cpisp. org.br/comunidades/html/brasil/mg/mg_quilombos_urbanos.html)
sábado, 2 de junho de 2012
HIP HOP: arte e cultura das ruas
A narrativa insurgente do hip-hop
Ecio Salles
Resumo
Este artigo enfoca o rap como produção literária de setores
periféricos/excluídos que propõe novos encaminhamentos tanto para a
noção de “arte” e “cultura” quanto para as nossas questões sociais e
políticas objetivas. O rap faz parte da cultura popular brasileira numa
nova fase, que enfrenta os desafios do fenômeno denominado globalização,
a presença da indústria cultural e os avanços tecnológicos, o que
permitiu a criação de uma nova e formidável forma de fazer arte bem no
centro das tensões e contradições urbanas. A produção poética dos
rappers oferece uma forma determinada a questionar as vozes hegemônicas
na sociedade, com isso constituindo-se como uma narrativa insurgente,
perturbando a ordem que mantém determinadas regiões da cidade (como as
favelas, por exemplo) apartadas dos benefícios da “vida moderna”.
http://seer.bce.unb.br/index.php/estudos/article/view/2156/1715
domingo, 20 de maio de 2012
CUBISMO E ARTE AFRICANA:TUDO A VER...
http://www.pesquisaemdebate.net/docs/pesquisaEmDebate_9/artigo_4.pdf
ARTE MODERNA E O IMPULSO CRIADOR DA ARTE AFRICANA
Elza Ajzenberg, Kabengele Munanga
ARTE MODERNA E O IMPULSO CRIADOR DA ARTE AFRICANA
Elza Ajzenberg, Kabengele Munanga
Quando Drogba acabou com a guerra civil na Costa do Marfim
Do UOL Esporte
Em São Paulo
A importância do astro Didier Drogba para a Costa do
Marfim não se restringe aos limites do gramado. O atacante do Chelsea,
da Inglaterra, já conseguiu usar o futebol como arma para acabar com uma
guerra civil que se arrastava por cinco anos no seu país.
O episódio ocorreu em março de 2007, no confronto contra Madagascar,
em partida válida pela qualificação da Taça das Nações Africanas. Mas
não era apenas a vitória que estava em jogo. Na época, o craque exigiu
que a partida fosse disputada em Bouaké, que era conhecida como a
capital da rebelião.
A cidade era sede das tropas rebeldes do norte, de origem islâmica e
com menor poder aquisitivo. Os guerrilheiros enfrentavam o exército do
governo, ao sul do país, ligado ao cristianismo e às classes mais
favorecidas. A nação ficou dividida numa guerra sangrenta, que só
acabaria por causa da paixão do país pelo futebol.
O jogo no Bouaké Stadium uniu rebeldes e simpatizantes ao governo
durante um período de cessar fogo. Um tanque rebelde conduziu a seleção
liderada por Drogba ao estádio. E, antes do começo da partida, 25 mil
fãs cantaram o hino do país.
Na tribuna do estádio, o presidente Laurent Koudou Gbagbo ficou ao
lado do guerrilheiro Guillaume Kigbafori Soro, que hoje é
primeiro-ministro do país. A Costa do Marfim goleou Madagascar por 5 a
0. No dia seguinte, os jornais marfinenses noticiavam: “Cinco gols para
acabar com cinco anos de guerra”. Na ocasião, Drogba disse: “Foi como se
a Costa do Marfim tivesse renascido”.
Era o desabafo de um jogador que se tornou herói de uma nação ao
conseguir fazer com que a paixão pelo futebol se tornasse algo maior e
mais nobre. A emoção tomou conta até mesmo dos soldados rebeldes que
conduziram Drogba para fora do estádio. Muitos deles apertaram a mão do
ídolo.
Outros puxaram câmeras fotográficas para registrar o momento em que
uma partida de futebol ganhou outro significado. “Drogba e a seleção
conseguiram fazer em 90 minutos o que os políticos não conseguiram fazer
durante anos: unir a Costa do Marfim”, disse Guy Denis Koné, rebelde
das forças de oposição, que assistiu ao jogo no estádio.
As tropas do governo ficaram nas arquibancadas, para simbolizar a
união do país. Era a primeira vez que os soldados do governo estiveram
na capital rebelde desde o começo da guerra civil. E a primeira vez que
os dois inimigos estiveram lado a lado, sem animosidades.
“Quando eu cheguei aqui, senti apreensão e esperança ao mesmo tempo”,
disse o oficial Christophe Diecket, em entrevista à revista Vanity
Fair. “Ocorreram muitas mortes. Nós sabíamos que era o momento de deixar
essa guerra de lado. Isso não poderia ter sido feito por outra pessoa.
Apenas Drogba. Foi ele que nos curou dessa guerra”
quarta-feira, 16 de maio de 2012
História da escravidão negra no Brasil
Na terra e no cais
Coluna no GLOBO
Míriam Leitão - 13.5.2012

Rugendas: Mercado de escravos do Valongo - RJ
Domingo passado, fui andar com historiadores pelo Cais do Valongo, pelo antigo mercado de escravos e pelo Cemitério dos Pretos Novos. Revisitar a História que aflora no Rio impressiona. A brutalidade do sistema escravagista é maior do que temos em mente. Um milhão de escravos desembarcaram na cidade. Os saudáveis eram levados para o Mercado do Valongo; os que morriam nos primeiros dias, jogados num terreno.
O Centro do Rio está todo sendo escavado para a reforma do porto, e foi assim que encontraram o famoso Cais do Valongo, principal porta de entrada de escravos no Brasil. Do Rio, eram distribuídos para a mineração, as plantações de café e usinas de açúcar.
Da caminhada, fiz um programa para a Globonews junto com o jornalista Cláudio Renato. Conversei com o historiador Cláudio de Paula Honorato, autor de dissertação de mestrado na Universidade Federal Fluminense (UFF) sobre o que acontecia com os que chegavam saudáveis, a venda no mercado; e com Júlio César Medeiros, autor de um livro, fruto do seu mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o título “À flor da terra: o cemitério dos pretos novos no Rio de Janeiro”. É possível ver, no buraco aberto no chão, misturados à terra, arcadas dentárias, ossos, pedaços de crânios.
— Um viajante que esteve aqui entre 1812 e 1824, Freyress, escreveu que os escravos que morriam não eram sepultados, mas jogados “à flor da terra”. Qualquer chuva descobria os corpos. Eram descartados uma vez por semana. De vez em quando eram queimados, e os ossos, quebrados, para caber mais — disse Júlio.
Essa forma de descarte trazia uma dor para além da vida. Pela cultura africana, o rito de passagem e o sepultamento eram a garantia de que aquela pessoa iria se encontrar com seus ancestrais. Sem ritual e insepultos estavam condenados à solidão eterna, pela explicação de Júlio Cesar.
Havia uma dúvida sobre se era possível ter tantos corpos num lugar pequeno, mas as escavações mostraram que só no pequeno espaço da Rua Pedro Ernesto, debaixo daquela casa, é que foram encontrados ossos. Júlio chegou a um número espantoso do período que ele estudou. Os registros provaram que ali foram jogados entre os anos de 1824 e 1830 exatos 6.122 corpos de recém-chegados. Eram chamados “novos” porque nunca tinham sido “usados”. Eram “coisas novas”. Não tinham nome, porque não chegaram a ter donos. Morriam pelas condições precárias da viagem. Há cemitérios de escravos em outras partes, mas aquele é único porque só tem africano, recém-chegado. Pode ser fonte de análise de DNA para se saber mais sobre de onde viera
Ela tem um nome grande, Ana Maria de la Merced G. G. G. dos Anjos. Maior ainda, a sua tarefa: ter dentro de sua casa um dos mais preciosos sítios arqueológicos da escravidão brasileira. Sua vida foi revirada depois desse achado. A obra foi paralisada, e houve um tempo de curiosidade jornalística. Depois da confirmação arqueológica vieram alguns historiadores, como Júlio. Mas só em 2011, uma década e meia depois, é que se organizou o espaço com um memorial e uma pequena sala de palestras. Dona Merced abria sua casa à visitação para os poucos curiosos dessa história aflorada no chão da casa. O setor público não ajudava e ainda ameaçava de expropriação. Não sabe agora se será renovado o convênio que considera o local “ponto de cultura”. Se não for renovado, acaba o pequeno subsídio para a manutenção do local.
Ela se emociona, guarda tudo com carinho, cedeu parte da sua casa para preservação e sonha com mais proteção através do instituto que criou, sem fins lucrativos.
— A sensação que eu tenho é que fui escolhida para proteger isso. Não entendo por quê, me sinto fraca para a missão, mas protejo. Aqui estão restos de muita gente, muitas delas, crianças. Aqui está um pedaço da história de um crime contra a humanidade — diz.
O que mais espanta Cláudio Honorato, que estudou o mercado, é como toda a história foi esquecida. Está, como diz, em teses que vão pegando poeira nas universidades. Durante muito tempo acreditou-se no mito de que tudo havia sido queimado por Ruy Barbosa, quando ele destruiu os documentos fiscais para impedir que os donos de escravos pedissem indenização após a abolição. A historiadora americana Mary Karasch, nos anos 1980, faz parte da nova onda de busca de documentos em outros arquivos. As escavações abrem nova frente de trabalho.
Cláudio Honorato conta que o mercado ocupou mais do que a atual Rua Camerino, segundo a descrição do Marquês de Lavradio, o vice-rei. Há ainda casarões daquela época em pé. Neles, as famílias viviam no segundo andar, e embaixo havia galpões onde eles estavam expostos para a venda. Charles Brand, um viajante, relatou que num desses viu 300 crianças.
— Em alguns navios, o total de crianças podia chegar a 60% do total — disse Honorato.
No Rio, a História do Brasil está à flor da terra, e as escavações têm revelado preciosidades. Que sejam preservadas. Visitar a História é a melhor forma de entender o presente e mudar o futuro.
sábado, 12 de novembro de 2011
SEMINÁRIO SOBRE DIVERSIDADES E SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - 2011:MELHORES MOMENTOS
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| A presença das escritoras Conceição Evaristo e Cidinha da Silva |
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| Palestra do Prof. Marcos Cardoso: A história da África |
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| Profa. Silvani Valentin fala sobre a Lei que instituiu a obrigatoriedade dos estudos afro brasileiros nas escolas . |
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| Lideranças da comunidade marcaram presença |
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| Os alunos do Cefet aprenderam e curtiram |
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| A dança do Assum Preto |
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| A capoeira com o mestre Léo |
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| A palestra sobre religiões de matriz africana, com o prof. Inácio Frade e sobre a presença do negro no futebol brasileiro, com o prof. Luciano de Andrade |
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| A palestra sobre diversidade sexual com o Marcos Trajano e o prof. José Antônio |
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| Aplaudimos a Escola de Samba Unidos do Pirineus |
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| Unimos conhecimento, arte, cultura e contribuímos para melhorar a qualidade da educação no CEFET MG: Isso é produção de TECNOLOGIA SOCIAL AXÉ!!!!! |
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Semana da consciência negra e Seminário nacional sobre diversidade - 2011
* Não é necessário fazer inscrição para participar do evento
DIA 09/11 (Quarta-feira) MANHÃ 9:00 – ABERTURA Prof. Júlio César Nogueira Gesualdo – Diretor do CEFET-MG/ Leopoldina. Profª. Margareth Franklim – Coordenadora do NEAB/ Leopoldina. Eduardo Benini – Psicólogo da Assistência ao Estudante do CEFET-MG/ Leopoldina. Representante da Prefeitura de Leopoldina/MG. 9:30 – Mesa: A mulher negra na literatura brasileira Mediação: Profa Margareth Cordeiro Franklim Convidadas: Conceição Evaristo – escritora. Autora de Ponciá Vicêncio (2003); Becos da Memória. (2006) Poemas da recordação e outros movimentos (2008); Insubmissas lágrimas de mulheres. (2011). Cidinha da Silva – escritora. Entre suas obras destacam-se "Os nove pentes d'África" (2009) e "Kuami" (2011), romance infanto-juvenil. 10:10 – DEBATE 11:10 – INTERVALO 11:20 – Apresentação artística: leitura de poemas e fragmentos das obras de Conceição Evaristo e Cidinha da Silva – Alunos do CEFET-MG – Leopoldina/MG. 11: 40 – Sessão de autógrafos com as autoras. TARDE Mesa: Educação para relações étnico-raciais. Mediação: Prof. Luís Eduardo de Oliveira 14:00 – A Articulação Nacional dos Núcleos de Pesquisa e Estudos Afro-Brasileiros na Rede de Educação Profissional e Tecnológica Profª. Silvani Valentim – Coordenadora do NEAB/CEFET-MG e Diretora do Depto. Educação CEFET-MG. 14:30 – A importância da História da África para entendermos o Brasil. |
Prof. Marcos Cardoso - Filósofo, Mestre em História (UFMG) e professor de História da África.
15:00 – DEBATE
16:00 – INTERVALO
16:15 – Apresentação Musical: Grupo ASSUM PRETO.
2º Dia – 10/11 (Quinta-feira)
MANHÃ
9:00 – Mesa: Somos todos diferentes, por isso queremos direitos iguais.
Mediação: Camila Guimarães – Assistente Social - CEFET- MG, campus Leopoldina/ MG
Pesquisa sobre diversidade na escola.
Prof. José Antônio Pinto – Mestre em Ensino de Ciências e professor do CEFET-MG
9:30 – A luta contra a homofobia: história e perspectivas.
Marco Trajano – Representante do MGM: Movimento Gay Mineiro - Juiz de Fora
10:00 – DEBATE
11:00 – INTERVALO
11:15 – Exibição de vídeos: Educando para a diversidade.
TARDE
Mesa: Identidade e diversidade
Mediação: Prof. Diego Lucas
14:00 – A presença das religiões de matriz africana em nossa região.
Prof. Inácio Frade – Doutorando em Sociologia e professor de historia FIC/UNIS Cataguases/MG.
14:30 – O negro no futebol brasileiro.
Prof. Luciano de Andrade – Mestre em Literatura Brasileira (UFES) e professor do CEFET-MG, campus Leopoldina/MG.
15:00 – A historia dos movimentos contra a discriminação racial em Leopoldina.
Carlos Roberto Santiago – Músico e militante de movimentos sociais.
15:30 – DEBATE
16:00 – INTERVALO
16:20 – APRESENTAÇÃO MUSICAL : Bateria da Escola de Samba Unidos do Pirineus.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Estudantes negros são menos de 10% nas universidades federais
Apesar de políticas afirmativas direcionadas para a população negra, esse público ainda é minoria nas universidades federais. Estudo lançado pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) sobre o perfil dos estudantes de graduação mostra que 8,72% deles são negros. Os brancos são 53,9%, os pardos 32% e os indígenas menos de 1%.
Ainda que a participação dos negros nas federais seja pequena, houve um crescimento em relação à pesquisa anterior produzida pela Andifes em 2003, quando menos de 6% dos alunos eram negros. Isso significa um aumento de 47,7% na participação dessa população em universidades federais.
Para o presidente da associação, João Luiz Martins, a evolução é "tímida". Ele defende a necessidade de políticas afirmativas mais agressivas para garantir a inclusão. "A universidade tem uma dívida enorme em relação a isso [inclusão de negros]. Há necessidade de ampliar essas ações porque o atendimento ainda é muito baixo", avalia.
A entidade é contra uma legislação ou regra nacional que determine uma política comum para todas as instituições, como o projeto de lei que tramita no Senado e determina reserva de 50% das vagas para egressos de escolas públicas.
"Cada um de nós tem uma política afirmativa mais adequada à nossa realidade. No Norte, por exemplo, a universidade precisa de uma política que tenha atenção aos indígenas. No Sul, o perfil já é outro e na Bahia outro", explica Martins.
O estudo mostra que os alunos egressos de escolas públicas são 44,8% dos estudantes das universidades federais. Mais de 40% cursaram todo o ensino médio em escola privada.
O reitor da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Carlos Maneschy, explica que na instituição metade das vagas do vestibular é reservada para egressos da rede pública. Desse total, 40% são para estudantes negros. Ele diz acreditar que nos próximos anos a universidade terá 20% de alunos da raça negra. "Antes, nem 5% eram de escola pública", diz.
__________. Estudantes negros são menos de 10% nas universidades federais . UOL. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/saber/953699-estudantes-negros-sao-menos-de-10-nas-universidades-federais.shtml. Acesso em: 12/09/2011.
domingo, 11 de setembro de 2011
Mau preparo de professor atrapalha ensino de literatura afro
Educadores afirmam que há boas obras e materiais didáticos disponíveis, mas docentes ainda não sabem como trabalhá-los em sala
Uma menina negra, com vasta cabeleira, tenta entender por que seu cabelo não para quieto. Ela encontra um livro sobre países africanos e passa a compreender a relação entre seus cachos e a África. A história é contada no livro “Cabelo de Lelê”, de Valéria Belém, e segundo a pedagoga e pesquisadora Lucilene Costa e Silva, um dos bons exemplos de literatura afro-brasileira infantil. “Nas séries iniciais, as crianças estão construindo a identidade. Ter acesso a obras que mostrem personagens como elas é fundamental”, avalia.
Lucilene dá aula há 20 anos na rede pública de ensino do Distrito Federal e conta que sentia falta da imagem negra nos livros de literatura infantil. “Cheguei a contar a história ‘Chapeuzinho Vermelho’ usando uma boneca negra com capuz vermelho. Hoje sei que isso não é mais necessário. A África tem histórias, personagens e enredos lindíssimos.”
Atendendo à lei 10.639, que determina o ensino de cultura afro-brasileira nas escolas, o Ministério da Educação (MEC) e as secretarias municipais e estaduais de ensino têm cada vez mais distribuído obras e vídeos protagonizados por personagens negras ou que abordam a diversidade étnico-racial. “É visível o aumento na quantidade de material didático e para-didático disponível sobre o tema após a implantação da lei”, afirma Luciano Braga, professor de Artes há 15 anos das redes municipal e estadual de São Paulo e co-autor, junto com Elizabeth Melo, do livro “História da África e afro-brasileira – em busca das nossas origens”, lançado em 13 de maio de 2010.
Foto: Thinkstock |
Educadores afirmam que a literatura infantil sobre diversidade étnica ajuda a combater a discriminação racial
O professor conta que obras com contos e lendas africanas são uma novidade recente nas duas escolas onde dá aulas. “Estamos recebendo livros nos quais o herói é uma criança negra ou onde há personagens brancos e negros. A questão não é valorizar uma cultura ou outra e sim fazer com que a criança se sinta pertencente ao meio. É assim que combatemos a discriminação”, ressalta. Da mesma forma que contos de fada e histórias europeias são narrados em sala de aula, histórias e lendas africanas e indígenas devem ser apresentadas, defende o professor.
No livro infantil “Betina”, de Nilma Lino Gomes, uma avó trança os cabelos da neta e conversa sobre seus ancestrais. “Na África as tranças têm diferentes significados e o cabelo é muito importante para a mulher. Está ligado à identidade”, explica Lucilene. Quando a professora terminar de contar a história de Betina, uma menina de rosto redondo, olhos negros e cabelo todo trançado, os alunos ficam encantados. “Todas as crianças, negras e brancas, querem ser a Betina”, conta.
Formação de professores
Lucilene desenvolve pesquisa de mestrado na Universidade de Brasília (UnB) sobre a presença da literatura afro-brasileira no Programa Nacional Biblioteca da Escola do MEC, que distribui obras de literatura, pesquisa e referência para as escolas públicas brasileiras. Apesar de o ministério não ter um levantamento específico das obras que abordam essa temática, a pesquisadora afirma que os livros estão presentes no catálogo oferecido. “É um avanço, mas em muitas escolas do DF as obras chegam e ficam encaixotadas, porque os professores não sabem como trabalhá-las”, afirma.
Em São Paulo, Braga promove palestras e oficinas sobre diversidade étnica e encontra o mesmo problema: materiais didáticos deixados de lado porque os professores não sabem como usá-los.
A coordenadora da área de diversidade do MEC – Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) –, Leonor Franco, reconhece que o principal entrave para a aplicação da lei é a formação dos professores. “O nó da questão é a qualificação, a formação de professores e gestores. Não basta capacitar só os professores, tem que sensibilizar todos os funcionários da escola, os diretores, o secretário de educação. Não adianta colocar livro na escola se o professor não souber o que fazer com aquilo”, afirma.
Segundo Leonor, grande parte do problema está no ensino superior. A temática e o conteúdo da diversidade étnico-racial não estão nos cursos de licenciatura: “Nossa formação continuada é quase uma formação inicial”, critica. Outro desafio é a ampliação de parcerias para oferecer cursos de capacitação. Atualmente os editais do MEC são voltados apenas para instituições de ensino superior federais e estaduais. “Temos secretarias de ensino que têm condições de promover capacitação. O resultado é que a gente tem tido dinheiro (na Secad), mas poucos projetos bons para formação de professores.”
Salloma Salomão, músico e doutor em História Social pela PUC-SP, atua na formação de docentes pela rede de educadores Aruanda Mundi. Nos últimos cinco anos, cerca de 3 mil professores de mais de cinco estados diferentes foram capacitados. “Faltam investimentos das secretarias em projetos formativos sistemáticos e de longa duração”, aponta. Segundo Salomão, os cursos oferecidos pela Aruanda têm duração mínima de 120 horas, mas o ideal seria 360 horas e dois anos de duração.
O historiador destaca a importância do uso das tecnologias na capacitação dos docentes. Por meio de plataformas da internet, Salomão promove a interação de professores brasileiros com africanos, principalmente de países de língua portuguesa. “Falar de África não significa tirar o sapato e pisar na terra. Há inúmeras possibilidades com o uso da tecnologia. Precisava de um mapa étnico-linguístico da África e um pesquisador da universidade de Coimbra nos forneceu o material. É um processo de aprendizagem com o que há de mais contemporâneo.”
Veja a lista de obras de literatura afrobrasileira para crianças indicadas pela professora e pesquisadora Lucilene Costa e Silva:
ABC do continente africano –Rogério A. Barbosa – Ed. SM
Anansi, o velho sábio – Um conto Axanti recontado por Kaleki – Ed Companhia das Letrinhas
Ao sul da África – Laurence Questin – Catherine Reisser – Companhia das Letrinhas
Betina – Nilma Lino Gomes – Mazza Edições
Brinque- Book conta fabulas – Bob Hortman e Susie Poule
O Cabelo de Lelê – Valéria Belém – Ibep Nacional
Chuva de Manga – James Rumford – Ed brinque Book
O dia em que Ananse espalhou a sabedoria pelo mundo – Eraldo Miranda – Editora Elementar
Doce princesa Negra- Solange Cianni- Ed-L.G.E
Era uma vez na África – Jean Angelles – Ed. LGE
Euzebia Zanza – Camila Fillinger – Ed Girafinha
O funil Encantado - Jonas Ribeiro - Ed Dimensão
Gente que mora dentro da gente-Jonas Ribeiro-Ed Dimensão
Histórias da Preta – Heloisa Pires Lima –Ed. Companhia das Letrinhas
Ifá, o advinho; Xango, o Trovão; Oxumarê, o Arco-iris – Raginaldo Prandi – Ed. Companhia das Letrinhas
Krokô e Galinhola – Um conto africano por Mate – Ed brinque Book
O livro da paz-Todd Parr- Ed Panda-Book
Lendas Africanas. E a força dos tambores cruzou o mar - Denise Carreira - Ed. salesiana
O mapa – Marilda Castanha – Ed. Dimensão
Meia dura de sangue seco – Lourenço Cazarré – Ed. LGE
Na minha escola todo mundo é igual - Rossana Ramos e Priscila Sanson - Ed Cortez
Nina África – Lenice Gomes, Arlene Holanda e Clayson Gomes – Ed. elementar
A noite e o Maracatu – Fabiano dos Santos – Ed Edições Demócrito Rocha
Orelhas de Mariposa - Luiza Aguilar e Andre Neves-Ed Callis
O presente de Ossanha – Joel Rufino dos Santos- Ed. Global
Por que somos de cores diferentes? – Carmem Gil- Ed girafinha
Que mundo maravilhoso – Julius Lester e Joe Cepeda – Ed Brinque Book
Sergio Capparelli – Ed. Global
Tem gente com fome – Solano Trindade Ed. Nova Alaxandria
Os tesouros de Monifa – Sonia Rosa – Ed Brinque-Book
Todas as crianças da terra – Sidónio Muralha –Ed Global
Uma menina e as diferenças – Maria de Lourdes Stamato de Camilis-Ed Biruta
Viver diferente – Lilian Gorgozinho – Ed L.G. E Editora
COSTA, Marina Morena. Mau preparo de professor atrapalha ensino de literatura afro. iG. Disponível em: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/mau+preparo+de+professor+atrapalha+ensino+de+literatura+afro/n1237831259874.html. Acesso em: 11/09/2011.
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