quarta-feira, 16 de maio de 2012

História da escravidão negra no Brasil


Na terra e no cais
Coluna no GLOBO
Míriam Leitão - 13.5.2012

Rugendas: Mercado de escravos do Valongo - RJ

Domingo passado, fui andar com historiadores pelo Cais do Valongo, pelo antigo mercado de escravos e pelo Cemitério dos Pretos Novos. Revisitar a História que aflora no Rio impressiona. A brutalidade do sistema escravagista é maior do que temos em mente. Um milhão de escravos desembarcaram na cidade. Os saudáveis eram levados para o Mercado do Valongo; os que morriam nos primeiros dias, jogados num terreno.
O Centro do Rio está todo sendo escavado para a reforma do porto, e foi assim que encontraram o famoso Cais do Valongo, principal porta de entrada de escravos no Brasil. Do Rio, eram distribuídos para a mineração, as plantações de café e usinas de açúcar.
Da caminhada, fiz um programa para a Globonews junto com o jornalista Cláudio Renato. Conversei com o historiador Cláudio de Paula Honorato, autor de dissertação de mestrado na Universidade Federal Fluminense (UFF) sobre o que acontecia com os que chegavam saudáveis, a venda no mercado; e com Júlio César Medeiros, autor de um livro, fruto do seu mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o título “À flor da terra: o cemitério dos pretos novos no Rio de Janeiro”. É possível ver, no buraco aberto no chão, misturados à terra, arcadas dentárias, ossos, pedaços de crânios.
— Um viajante que esteve aqui entre 1812 e 1824, Freyress, escreveu que os escravos que morriam não eram sepultados, mas jogados “à flor da terra”. Qualquer chuva descobria os corpos. Eram descartados uma vez por semana. De vez em quando eram queimados, e os ossos, quebrados, para caber mais — disse Júlio.
Essa forma de descarte trazia uma dor para além da vida. Pela cultura africana, o rito de passagem e o sepultamento eram a garantia de que aquela pessoa iria se encontrar com seus ancestrais. Sem ritual e insepultos estavam condenados à solidão eterna, pela explicação de Júlio Cesar.
Havia uma dúvida sobre se era possível ter tantos corpos num lugar pequeno, mas as escavações mostraram que só no pequeno espaço da Rua Pedro Ernesto, debaixo daquela casa, é que foram encontrados ossos. Júlio chegou a um número espantoso do período que ele estudou. Os registros provaram que ali foram jogados entre os anos de 1824 e 1830 exatos 6.122 corpos de recém-chegados. Eram chamados “novos” porque nunca tinham sido “usados”. Eram “coisas novas”. Não tinham nome, porque não chegaram a ter donos. Morriam pelas condições precárias da viagem. Há cemitérios de escravos em outras partes, mas aquele é único porque só tem africano, recém-chegado. Pode ser fonte de análise de DNA para se saber mais sobre de onde viera
Ela tem um nome grande, Ana Maria de la Merced G. G. G. dos Anjos. Maior ainda, a sua tarefa: ter dentro de sua casa um dos mais preciosos sítios arqueológicos da escravidão brasileira. Sua vida foi revirada depois desse achado. A obra foi paralisada, e houve um tempo de curiosidade jornalística. Depois da confirmação arqueológica vieram alguns historiadores, como Júlio. Mas só em 2011, uma década e meia depois, é que se organizou o espaço com um memorial e uma pequena sala de palestras. Dona Merced abria sua casa à visitação para os poucos curiosos dessa história aflorada no chão da casa. O setor público não ajudava e ainda ameaçava de expropriação. Não sabe agora se será renovado o convênio que considera o local “ponto de cultura”. Se não for renovado, acaba o pequeno subsídio para a manutenção do local.
Ela se emociona, guarda tudo com carinho, cedeu parte da sua casa para preservação e sonha com mais proteção através do instituto que criou, sem fins lucrativos.
— A sensação que eu tenho é que fui escolhida para proteger isso. Não entendo por quê, me sinto fraca para a missão, mas protejo. Aqui estão restos de muita gente, muitas delas, crianças. Aqui está um pedaço da história de um crime contra a humanidade — diz.
O que mais espanta Cláudio Honorato, que estudou o mercado, é como toda a história foi esquecida. Está, como diz, em teses que vão pegando poeira nas universidades. Durante muito tempo acreditou-se no mito de que tudo havia sido queimado por Ruy Barbosa, quando ele destruiu os documentos fiscais para impedir que os donos de escravos pedissem indenização após a abolição. A historiadora americana Mary Karasch, nos anos 1980, faz parte da nova onda de busca de documentos em outros arquivos. As escavações abrem nova frente de trabalho.
Cláudio Honorato conta que o mercado ocupou mais do que a atual Rua Camerino, segundo a descrição do Marquês de Lavradio, o vice-rei. Há ainda casarões daquela época em pé. Neles, as famílias viviam no segundo andar, e embaixo havia galpões onde eles estavam expostos para a venda. Charles Brand, um viajante, relatou que num desses viu 300 crianças.
— Em alguns navios, o total de crianças podia chegar a 60% do total — disse Honorato.
No Rio, a História do Brasil está à flor da terra, e as escavações têm revelado preciosidades. Que sejam preservadas. Visitar a História é a melhor forma de entender o presente e mudar o futuro.


sábado, 12 de novembro de 2011

SEMINÁRIO SOBRE DIVERSIDADES E SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - 2011:MELHORES MOMENTOS


A presença das escritoras Conceição Evaristo e Cidinha da Silva

Palestra do Prof. Marcos Cardoso: A história da África

Profa. Silvani Valentin  fala sobre a Lei que instituiu a obrigatoriedade dos estudos afro brasileiros nas escolas .

Lideranças da comunidade marcaram presença

Os alunos do Cefet aprenderam e curtiram

 A dança do Assum Preto
A capoeira com o mestre Léo 


A palestra sobre religiões de matriz africana, com o prof. Inácio Frade  e sobre a presença do negro no futebol brasileiro, com o prof. Luciano de Andrade

A palestra sobre diversidade sexual com o Marcos Trajano  e o prof. José Antônio
Aplaudimos a Escola de Samba Unidos do Pirineus
Unimos conhecimento, arte, cultura e  contribuímos para melhorar a qualidade da educação no CEFET MG:
 Isso é  produção de TECNOLOGIA SOCIAL

AXÉ!!!!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Semana da consciência negra e Seminário nacional sobre diversidade - 2011


* Não é necessário fazer inscrição para participar do evento

DIA 09/11 (Quarta-feira)

MANHÃ

9:00 – ABERTURA

Prof. Júlio César Nogueira Gesualdo – Diretor do CEFET-MG/ Leopoldina.

Profª. Margareth Franklim – Coordenadora do NEAB/ Leopoldina.

Eduardo Benini – Psicólogo da Assistência ao Estudante do CEFET-MG/ Leopoldina.

Representante da Prefeitura de Leopoldina/MG.

9:30 – Mesa: A mulher negra na literatura brasileira

Mediação: Profa Margareth Cordeiro Franklim

Convidadas:

Conceição Evaristo – escritora. Autora de Ponciá Vicêncio (2003); Becos da Memória. (2006) Poemas da recordação e outros movimentos (2008); Insubmissas lágrimas de mulheres. (2011).

Cidinha da Silva – escritora. Entre suas obras destacam-se "Os nove pentes d'África" (2009) e
"Kuami" (2011), romance infanto-juvenil.

10:10 – DEBATE

11:10 – INTERVALO

11:20 Apresentação artística: leitura de poemas e fragmentos das obras de Conceição Evaristo e Cidinha da Silva – Alunos do CEFET-MG – Leopoldina/MG.

11: 40 – Sessão de autógrafos com as autoras.

TARDE

Mesa: Educação para relações étnico-raciais.

Mediação: Prof. Luís Eduardo de Oliveira

14:00 – A Articulação Nacional dos Núcleos de Pesquisa e Estudos Afro-Brasileiros na Rede de Educação Profissional e Tecnológica

Profª. Silvani Valentim – Coordenadora do NEAB/CEFET-MG e Diretora do Depto. Educação
CEFET-MG.

14:30 – A importância da História da África para entendermos o Brasil.

Prof. Marcos Cardoso - Filósofo, Mestre em História (UFMG) e professor de História da África.

15:00 – DEBATE

16:00 – INTERVALO

16:15 – Apresentação Musical: Grupo ASSUM PRETO.

2º Dia – 10/11 (Quinta-feira)

MANHÃ

9:00 – Mesa: Somos todos diferentes, por isso queremos direitos iguais.

Mediação: Camila Guimarães – Assistente Social - CEFET- MG, campus Leopoldina/ MG

Pesquisa sobre diversidade na escola.

Prof. José Antônio Pinto – Mestre em Ensino de Ciências e professor do CEFET-MG

9:30 – A luta contra a homofobia: história e perspectivas.

Marco Trajano – Representante do MGM: Movimento Gay Mineiro - Juiz de Fora

10:00 – DEBATE

11:00 – INTERVALO

11:15 – Exibição de vídeos: Educando para a diversidade.

TARDE

Mesa: Identidade e diversidade

Mediação: Prof. Diego Lucas

14:00 – A presença das religiões de matriz africana em nossa região.

Prof. Inácio Frade – Doutorando em Sociologia e professor de historia FIC/UNIS Cataguases/MG.

14:30 – O negro no futebol brasileiro.

Prof. Luciano de Andrade – Mestre em Literatura Brasileira (UFES) e professor do CEFET-MG, campus Leopoldina/MG.

15:00 – A historia dos movimentos contra a discriminação racial em Leopoldina.
Carlos Roberto Santiago – Músico e militante de movimentos sociais.

15:30 – DEBATE

16:00 – INTERVALO

16:20 – APRESENTAÇÃO MUSICAL : Bateria da Escola de Samba Unidos do Pirineus.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Estudantes negros são menos de 10% nas universidades federais

Apesar de políticas afirmativas direcionadas para a população negra, esse público ainda é minoria nas universidades federais. Estudo  lançado pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) sobre o perfil dos estudantes de graduação mostra que 8,72% deles são negros. Os brancos são 53,9%, os pardos 32% e os indígenas menos de 1%.
 

Ainda que a participação dos negros nas federais seja pequena, houve um crescimento em relação à pesquisa anterior produzida pela Andifes em 2003, quando menos de 6% dos alunos eram negros. Isso significa um aumento de 47,7% na participação dessa população em universidades federais.

Para o presidente da associação, João Luiz Martins, a evolução é "tímida". Ele defende a necessidade de políticas afirmativas mais agressivas para garantir a inclusão. "A universidade tem uma dívida enorme em relação a isso [inclusão de negros]. Há necessidade de ampliar essas ações porque o atendimento ainda é muito baixo", avalia.

A entidade é contra uma legislação ou regra nacional que determine uma política comum para todas as instituições, como o projeto de lei que tramita no Senado e determina reserva de 50% das vagas para egressos de escolas públicas. 

"Cada um de nós tem uma política afirmativa mais adequada à nossa realidade. No Norte, por exemplo, a universidade precisa de uma política que tenha atenção aos indígenas. No Sul, o perfil já é outro e na Bahia outro", explica Martins. 

O estudo mostra que os alunos egressos de escolas públicas são 44,8% dos estudantes das universidades federais. Mais de 40% cursaram todo o ensino médio em escola privada. 

O reitor da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Carlos Maneschy, explica que na instituição metade das vagas do vestibular é reservada para egressos da rede pública. Desse total, 40% são para estudantes negros. Ele diz acreditar que nos próximos anos a universidade terá 20% de alunos da raça negra. "Antes, nem 5% eram de escola pública", diz. 

__________. Estudantes negros são menos de 10% nas universidades federais . UOL. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/saber/953699-estudantes-negros-sao-menos-de-10-nas-universidades-federais.shtml. Acesso em: 12/09/2011.

domingo, 11 de setembro de 2011

Mau preparo de professor atrapalha ensino de literatura afro


Educadores afirmam que há boas obras e materiais didáticos disponíveis, mas docentes ainda não sabem como trabalhá-los em sala

Uma menina negra, com vasta cabeleira, tenta entender por que seu cabelo não para quieto. Ela encontra um livro sobre países africanos e passa a compreender a relação entre seus cachos e a África. A história é contada no livro “Cabelo de Lelê”, de Valéria Belém, e segundo a pedagoga e pesquisadora Lucilene Costa e Silva, um dos bons exemplos de literatura afro-brasileira infantil. “Nas séries iniciais, as crianças estão construindo a identidade. Ter acesso a obras que mostrem personagens como elas é fundamental”, avalia.

Lucilene dá aula há 20 anos na rede pública de ensino do Distrito Federal e conta que sentia falta da imagem negra nos livros de literatura infantil. “Cheguei a contar a história ‘Chapeuzinho Vermelho’ usando uma boneca negra com capuz vermelho. Hoje sei que isso não é mais necessário. A África tem histórias, personagens e enredos lindíssimos.”

Atendendo à lei 10.639, que determina o ensino de cultura afro-brasileira nas escolas, o Ministério da Educação (MEC) e as secretarias municipais e estaduais de ensino têm cada vez mais distribuído obras e vídeos protagonizados por personagens negras ou que abordam a diversidade étnico-racial. “É visível o aumento na quantidade de material didático e para-didático disponível sobre o tema após a implantação da lei”, afirma Luciano Braga, professor de Artes há 15 anos das redes municipal e estadual de São Paulo e co-autor, junto com Elizabeth Melo, do livro “História da África e afro-brasileira – em busca das nossas origens”, lançado em 13 de maio de 2010.

Foto: Thinkstock
Educadores afirmam que a literatura infantil sobre diversidade étnica ajuda a combater a discriminação racial


O professor conta que obras com contos e lendas africanas são uma novidade recente nas duas escolas onde dá aulas. “Estamos recebendo livros nos quais o herói é uma criança negra ou onde há personagens brancos e negros. A questão não é valorizar uma cultura ou outra e sim fazer com que a criança se sinta pertencente ao meio. É assim que combatemos a discriminação”, ressalta. Da mesma forma que contos de fada e histórias europeias são narrados em sala de aula, histórias e lendas africanas e indígenas devem ser apresentadas, defende o professor.

No livro infantil “Betina”, de Nilma Lino Gomes, uma avó trança os cabelos da neta e conversa sobre seus ancestrais. “Na África as tranças têm diferentes significados e o cabelo é muito importante para a mulher. Está ligado à identidade”, explica Lucilene. Quando a professora terminar de contar a história de Betina, uma menina de rosto redondo, olhos negros e cabelo todo trançado, os alunos ficam encantados. “Todas as crianças, negras e brancas, querem ser a Betina”, conta.

Formação de professores

Lucilene desenvolve pesquisa de mestrado na Universidade de Brasília (UnB) sobre a presença da literatura afro-brasileira no Programa Nacional Biblioteca da Escola do MEC, que distribui obras de literatura, pesquisa e referência para as escolas públicas brasileiras. Apesar de o ministério não ter um levantamento específico das obras que abordam essa temática, a pesquisadora afirma que os livros estão presentes no catálogo oferecido. “É um avanço, mas em muitas escolas do DF as obras chegam e ficam encaixotadas, porque os professores não sabem como trabalhá-las”, afirma.

Em São Paulo, Braga promove palestras e oficinas sobre diversidade étnica e encontra o mesmo problema: materiais didáticos deixados de lado porque os professores não sabem como usá-los.

A coordenadora da área de diversidade do MEC – Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) –, Leonor Franco, reconhece que o principal entrave para a aplicação da lei é a formação dos professores. “O nó da questão é a qualificação, a formação de professores e gestores. Não basta capacitar só os professores, tem que sensibilizar todos os funcionários da escola, os diretores, o secretário de educação. Não adianta colocar livro na escola se o professor não souber o que fazer com aquilo”, afirma.

Segundo Leonor, grande parte do problema está no ensino superior. A temática e o conteúdo da diversidade étnico-racial não estão nos cursos de licenciatura: “Nossa formação continuada é quase uma formação inicial”, critica. Outro desafio é a ampliação de parcerias para oferecer cursos de capacitação. Atualmente os editais do MEC são voltados apenas para instituições de ensino superior federais e estaduais. “Temos secretarias de ensino que têm condições de promover capacitação. O resultado é que a gente tem tido dinheiro (na Secad), mas poucos projetos bons para formação de professores.”

Salloma Salomão, músico e doutor em História Social pela PUC-SP, atua na formação de docentes pela rede de educadores Aruanda Mundi. Nos últimos cinco anos, cerca de 3 mil professores de mais de cinco estados diferentes foram capacitados. “Faltam investimentos das secretarias em projetos formativos sistemáticos e de longa duração”, aponta. Segundo Salomão, os cursos oferecidos pela Aruanda têm duração mínima de 120 horas, mas o ideal seria 360 horas e dois anos de duração.

 O historiador destaca a importância do uso das tecnologias na capacitação dos docentes. Por meio de plataformas da internet, Salomão promove a interação de professores brasileiros com africanos, principalmente de países de língua portuguesa. “Falar de África não significa tirar o sapato e pisar na terra. Há inúmeras possibilidades com o uso da tecnologia. Precisava de um mapa étnico-linguístico da África e um pesquisador da universidade de Coimbra nos forneceu o material. É um processo de aprendizagem com o que há de mais contemporâneo.”
 

Veja a lista de obras de literatura afrobrasileira para crianças indicadas pela professora e pesquisadora Lucilene Costa e Silva:

A serpente de Olumo – Ieda de Oliveira – Ed Cortez Editora


ABC do continente africano –Rogério A. Barbosa – Ed. SM


Anansi, o velho sábio – Um conto Axanti recontado por Kaleki – Ed Companhia das Letrinhas


Ao sul da África – Laurence Questin – Catherine Reisser – Companhia das Letrinhas


Betina – Nilma Lino Gomes – Mazza Edições


Brinque- Book conta fabulas – Bob Hortman e Susie Poule


O Cabelo de Lelê – Valéria Belém – Ibep Nacional


Chuva de Manga – James Rumford – Ed brinque Book


O dia em que Ananse espalhou a sabedoria pelo mundo – Eraldo Miranda – Editora Elementar


Doce princesa Negra- Solange Cianni- Ed-L.G.E


Era uma vez na África – Jean Angelles – Ed. LGE


Euzebia Zanza – Camila Fillinger – Ed Girafinha


O funil Encantado - Jonas Ribeiro - Ed Dimensão


Gente que mora dentro da gente-Jonas Ribeiro-Ed Dimensão


Histórias da Preta – Heloisa Pires Lima –Ed. Companhia das Letrinhas


Ifá, o advinho; Xango, o Trovão; Oxumarê, o Arco-iris – Raginaldo Prandi – Ed. Companhia das Letrinhas


Krokô e Galinhola – Um conto africano por Mate – Ed brinque Book


O livro da paz-Todd Parr- Ed Panda-Book


Lendas Africanas. E a força dos tambores cruzou o mar - Denise Carreira - Ed. salesiana


O mapa – Marilda Castanha – Ed. Dimensão


Meia dura de sangue seco – Lourenço Cazarré – Ed. LGE


Na minha escola todo mundo é igual - Rossana Ramos e Priscila Sanson - Ed Cortez


Nina África – Lenice Gomes, Arlene Holanda e Clayson Gomes – Ed. elementar


A noite e o Maracatu – Fabiano dos Santos – Ed Edições Demócrito Rocha


Orelhas de Mariposa - Luiza Aguilar e Andre Neves-Ed Callis


O presente de Ossanha – Joel Rufino dos Santos- Ed. Global


Por que somos de cores diferentes? – Carmem Gil- Ed girafinha


Que mundo maravilhoso – Julius Lester e Joe Cepeda – Ed Brinque Book
Sergio Capparelli – Ed. Global


Tem gente com fome – Solano Trindade Ed. Nova Alaxandria


Os tesouros de Monifa – Sonia Rosa – Ed Brinque-Book


Todas as crianças da terra – Sidónio Muralha –Ed Global


Uma menina e as diferenças – Maria de Lourdes Stamato de Camilis-Ed Biruta


Viver diferente – Lilian Gorgozinho – Ed L.G. E Editora


COSTA, Marina Morena. Mau preparo de professor atrapalha ensino de literatura afro. iG. Disponível em: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/mau+preparo+de+professor+atrapalha+ensino+de+literatura+afro/n1237831259874.html. Acesso em: 11/09/2011.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Reinos Africanos II

O Reino do Congo
( Trabalho dos alunos Vytor de Souza Melo, Priscilla Vasconcelos, Isabela Campos, Carolina Bartoli e Lucas Montes. 1ª série- Mecânica- CEFET-MG/Leopoldina)
O Reino do Congo ou Império do Congo foi um reino africano fundado por Ntinu Wene, no século XIII . Estendia-se desde o Oceano Atlântico, a oeste, até ao rio Congo, a leste, e do rio Oguwé, no atual Gabão, a norte, até ao rio Cuanza, a sul.


O império era governado por um monarca, o mani Congo.
Consistia de nove províncias e três reinos (Ngoy, Kakongo e Loango). Apesar da existência destas subdivisões na configuração política do Congo, o manicongo, tinha o direito de receber o tributo proveniente de cada uma das províncias dominadas.
Jorge Gumbe- Angola
A principal atividade econômica dos congoleses envolvia a prática de um desenvolvido comércio onde predominava a compra e venda de sal, metais, tecidos e produtos de origem animal.
Jorge  Gumbe

Também comercializavam escravos. O Reino do Congo teve importante participação no desenvolvimento do tráfico de escravos.
Em 1483, durante o processo de expansão marítimo-comercial de Portugal, o navegador lusitano Diogo Cão alcançou a foz do rio Zaire, e encontrou um reino fortemente estruturado - o Congo.

O contato dos portugueses com as autoridades políticas deste reino teve grande importância na articulação do tráfico de escravos.Uma expressiva parte dos escravos que trabalharam na exploração aurífera do século XVII, principalmente em Minas Gerais, era proveniente da região do Congo e de Angola. 

sábado, 23 de julho de 2011

FELA KUTI (1938-1997): O legendário e genial músico nigeriano lançou nos anos 1960/70 as bases da música pop africana contemporânea. Polêmico, inquieto e radical, Fela foi vítima de perseguições e violência em seu país devido às  posições políticas que defendia.
Curtam um pouco este grande artista
http://www.youtube.com/watch?v=HmCnOP8_6hQ&feature=related

sexta-feira, 22 de julho de 2011

LITERATURA AFRO- BRASILEIRA

Conceição Evaristo, nascida em Belo Horizonte, é hoje uma das mais importantes representantes da literatura afro-brasileira no país. Seu livro mais conhecido, Ponciá Vicêncio, narra as desventuras de uma mulher negra na cidade grande. Como as figuras de barro que constrói, Ponciá é fragil e delicada, mas sua sensibilidade artística não a livra de todas as formas de violência que historicamente atingem às mulheres negras e pobres. Porém, Ponciá é também forte como a arte e seu desejo de liberdade se revela em suas memórias, na luta para reencontrar seu passado negado, sua família, sua identidade.


Vozes-mulheres
Conceição Evaristo



A voz de minha bisavó ecoou
Pierre Verger
criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos

de uma infância perdida.

A voz de minha avó
ecoou obediência

aos brancos donos de tudo.
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela.
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e fome.
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas
.

 Comentários sobre leituras
Regiany Souza - aluna do CEFET - Leopoldina - 1º Ano - Eletrotécnica) 

Ponciá Vicêncio “ de Conceição Evaristo 


       O livro Ponciá Vicêncio da autora Conceição Evaristo narra a história de Ponciá Vicêncio uma menina que ao longo da história se torna uma mulher.A vida de Ponciá nunca foi fácil. Seus avós foram escravos e seu pai e sua mãe seguiam ordem de seus patrões. Desde pequena ela se mostrava parecida com seu avô em diversos aspectos.
         Após diversas desilusões e decepções Ponciá decidiu que partiria rumo à cidade em busca de melhores condições de vida .Ao chegar na cidade, Ponciá logo viu que não seria fácil arranjar um emprego que lhe sustentasse e que seria mais difícil ainda juntar dinheiro para comprar a tão sonhada casinha para junto poder viver com sua mãe e seu irmão.


“O fio das missangas” do moçambicano Mia Couto- São diversos contos de ótima qualidade. Porém, o conto que mais me chamou a atenção, foi “A carta de Ronaldinho”. Esse conto fala de um senhor que dizia assistir aos jogos da seleção brasileira pela TV, até aí nada de mais , o problema é  que ele não possuía uma TV. Por conta disso, seus filhos  acharam que ele poderia estar ficando louco. Eu gostei bastante desse conto,pois o autor não apresenta para ele uma conclusão. Ele deixa  para nós, leitores, a interpretação de um final.
(ARTE: Malangantana- Moçambique)